A Tragédia Optimista (1/4) | Teatro Municipal Joaquim Benite

Tragedia 01

PARTE 1. No auge da Guerra Civil Russa, uma tripulação resolve insurgir-se contra a política de Lenine e desmobilizar.
Companhia de Teatro de Almada
4.ª a sábado às 21h30, domingo às 16h, até 31 de Janeiro

Tragedia 02

A bordo convivem anarquistas, bolcheviques e elementos da velha guarda imperial que, em tempos, tinham jurado fidelidade ao Czar. Quando uma comissária do Exército Vermelho é destacada para aquele navio, com a missão de pôr centenas de marinheiros ao serviço da causa revolucionária, a primeira coisa que tentam fazer é violá-la.

Tragedia 03_1

Ainda assim, a jovem saberá impor-se: primeiro pelo sangue frio com que liquida o marinheiro mais ameaçador, depois pela segurança com que transmite as suas convicções políticas, segundo as quais vale a pena morrer “para salvar os homens da miséria e da escravatura”. Entre batalhas, traições e debates, A tragédia optimista descreve o difícil triunfo do interesse colectivo sobre o interesse individual, sublinhando, ao mesmo tempo, o contributo das mulheres num dos episódios mais marcantes da História.

Tragedia 04

A HISTÓRIA POR DETRÁS DA FICÇÃO
Dos intensos debates ideológicos que testemunhou, como membro do Exército Vermelho e comissário do Partido Bolchevique, Vichnievski extraiu, como principal motivo de reflexão, o conflito entre os interesses individuais e os do colectivo. Contrariando as orientações do partido a que pertencia, o dramaturgo ousou descobrir no seu tempo um fenómeno mais complexo do que a disciplina partidária permitia revelar. Atreveu-se a penetrar no mundo interior dos anónimos heróis anarquistas que “lutaram em tempos trágicos”, expondo as questões que mais os angustiavam. Foi, por isso, publicamente criticado, inclusivamente por Gorki, não só por ter tentado interpretar a filosofia anarquista, como também por ter descrito aquilo que para muitos significava, não a revolução, mas um sacrifício inútil.

Tragedia 05

Fora da ficção, e movida pelo descontentamento de uma população que sofria com os efeitos económicos e sociais da participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, a Revolução de 1917 tinha desorganizado por completo a Marinha e o Exército. Aos poucos, a hierarquia militar fora cedendo o seu lugar a comités de soldados e de marinheiros, que funcionavam à margem do comando. Numa primeira fase, o partido de Lenine congratulou-se com este movimento espontâneo, julgando ver na anulação dos títulos militares o triunfo de uma “força socialista” baseada no respeito mútuo.

Tragedia 06

Mas quando em 1918 a eclosão da guerra civil fez com que a disciplina se tornasse novamente necessária, os bolcheviques viram-se forçados a requisitar os préstimos de milhares de oficiais czaristas, cuja experiência militar se afigurava indispensável até que o novo corpo de chefias vermelhas pudesse rendê-los. Os marinheiros, no entanto, viam no restabelecimento da disciplina um regresso ao czarismo e uma traição aos ideais pelos quais se tinham batido em 1917. Sucederam-se, por isso, os conflitos entre superiores e subordinados, bem como as intervenções das unidades da polícia secreta junto dos marinheiros dissidentes.
Ângela Pardelha

Tragedia 07

Texto Vsevolod Vichnievski Encenação de Rodrigo Francisco Tradução António Pescada Cenografia Manuel Graça Dias e Egas José Vieira Figurinos Ana Paula Rocha Movimento Catarina Câmara Luz Guilherme Frazão Som Miguel Laureano Selecção musical Levi Martins Dramaturgia Ângela Pardelha Grafismo João Gaspar Fotografia Rui Carlos Mateus Assistência de encenação Paulo Mendes Direcção de cena Marco Trindade, com Carlos Pereira e Luís Geraldes

Tragedia 08

Intérpretes Adriano Carvalho, Ana Cris, André Albuquerque, André Pardal, Carlos Fartura, Carlos Pereira, Carlota Alves, João Tempera, José Redondo, Manuel Mendonça, Marco Trindade, Marinus Luyks, Miguel Eloy, Miguel Martins, Pedro Lima, Rui Dionísio e os estagiários do Curso de Teatro da Escola Secundária Anselmo de Andrade Ana Lameiras, Ana Rabanal, Andreia Borralho, Andreia Cubal, Ângelo Alves, Cristiana Correia, Daniela João, David Cardoso, Débora Lopes, Elias Nazaré, Gabriela Lobato, Inês Pereira, Joana Castanheira, João Correia, João Fernandes, Luís Geraldes, Manuel Costa, Nuno Carmo, Rafaela Velez, Rúben Fernandes, Rui Pedro, Sofia Conceição, Tatiana Santos, Victor Valente e com as amigas Elena Probst, Olga Shmid e Valentina Naumyuk

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s